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Tocantinópolis tem uma História a
relatar, cujo enredo, dá-se, segundo registros históricos. Por
volta de 1818, com a chegada de aventureiros em busca de ouro,
contornando um contexto peculiar, cenário marcado por lutas
travadas que, até o presente, não se dão por esclarecidas aos
olhares puramente críticos, em nível de tecer
um ponto de vista sobre os prováveis “heróis” e os “bandidos”
que figuraram batalhas sangrentas em busca do ouro.
Indissociável aos relatos sobre a história de Tocantinópolis,
há um cenário que não pode ficar alheio às explicitações: o
político. Conforme se ressalta, estão os nomes de
Dona Apolônia, Pe. João de Sousa Lima, Aldenora Alves Correia,
e Pe. Josimo, entre outros. Nomes que, segundo os relatos formalizados
no contexto de apresentação da
história local, se apresentam como protagonistas tanto em termo
de crescimento territorial, populacional, econômico, educacional,
religioso, como político.
Sobre a história de Tocantinópolis, uma das situações que muito
chama atenção, diz respeito às distorções informativas quanto
aos seus prováveis fundadores. Quando
uma versão preconiza que a vinda de Dona Apolônia, juntamente
com a sua família, que aqui se instalou, formando uma vila de
casas, onde sua residência foi alicerçada no
então denominado bairro dos Periquitos, onde atualmente encontra-se
em funcionamento a Escola Estadual XV de Novembro e o Colégio
Dom Orione, como nome da
família fundadora da cidade.
Numa outra versão, os lavradores Antônio Faustino e o velho
Venâncio, vindos de Pastos Bons-MA, aqui estabelecem com suas
famílias em busca de um lugar proveitoso,
instalando residência.
Anos mais tarde, aproximadamente sete anos depois (1825), as
narrativas sustentam a chegada de Pedro José Cipriano – alcunhado
por Pedro Cinzas – destacando-se
por providenciar a construção da pequena capela à Santíssima
Trindade, na então denominada Rua do Rola Pilão – atual Ruas
Alves de Castro, registrando-se aí um
primeiro local voltado para a cultuação da religião católica.
Até hoje, Tocantinópolis é relatada como Boa Vista do Pe. João,
nomenclatura que remete à idéia de se tratar de um local com
altitudes privilegiadas, pela terra fértil ao
cultivo de produtos de ordem agrícola e pela riqueza dos babaçuais.Assim
como as demais cidades que formam o contexto territorial de
uma sociedade. |